Uma história emocionante para se contar!

Sargento reencontra na corporação jovem que salvou há 19 anos

Um menino de quatro anos morava com os pais em uma casa em Itanhaém, na Baixada Santista, Estado de São Paulo, no ano de 1999. Durante a tarde de uma sexta-feira, Lucio Lima Kruger brincava com os objetos de marcenaria de seu avô quando, de repente, esbarrou em uma prateleira. Em seguida, o móvel caiu sobre ele, deixando-o gravemente ferido.O dia 18 de junho nunca foi esquecido por Kruger, por sua mãe e por uma policial. “Foi aquele nervosismo muito grande, porque tinha machucado o meu rosto e tinha muito sangue. Minha mãe gritava desesperada”, disse Kruger, hoje com 22 anos, em entrevista.

Em seguida, a polícia chegou na casa para atender a ocorrência. “Quando viu aquela cena, a policial optou por não esperar o resgate do Corpo de Bombeiros e deu os primeiros socorros ali mesmo”, conta.Kruger foi encaminhado para o hospital e fez uma cirurgia, de 23 pontos, no rosto.

Na época, o menino perdeu sete dentes: quatro de cima e três de baixo.Ele ficou internado um mês e meio e, durante a recuperação, fez fisioterapia.Desde o acontecimento, a criança cresceu ouvindo a própria história. “Se a policial não tivesse me socorrido naquele momento, eu teria morrido”, afirma.A partir daí, decidiu que queria ser policial militar. “Eu passei a ter uma admiração muito grande pela corporação e queria fazer por alguém o que eles fizeram por mim”, conta.

Sonho realizado

Kruger é soldado desde 2014 do 19° Batalhão da Polícia Militar de São Paulo. E, recentemente, voltou a cidade natal para integrar o time de reforço de agentes militares na temporada de verão em Itanhaém, na Baixada Santista.Em uma roda de conversa com outros policiais, disse de onde era e de qual batalhão fazia parte, assim como os outros.

Horas depois, na ida ao mercado, uma aluno-sargento da cidade questionou Kruger se ele era o menino que foi lesionado por uma prateleira anos atrás.

Era Vanusa Pereira, de 47 anos, a policial que salvou Kruger da morte.

“Foram fatos que chamaram a minha atenção, até porque ele tem uma cicatriz no rosto, e eu lembro que a criança tinha ficado com uma marca”, lembra. A aluna-sargento conta que o jovem, inclusive, se espantou com a pergunta, mas confirmou que ele era a vítima. O encontro aconteceu no final de dezembro, segundo Vanusa. “Foi no início da operação de verão aqui na cidade”.

“Nós choramos nesse momento, porque foi um encontro muito feliz. Foi de arrepiar, na verdade. Foi uma emoção muito grande”, afirmou Vanusa.

Kruger, emocionado, reafirma que a aluna-sargento salvou a vida dele. “Eu sou muito grato a ela. E tenho certeza de que faria a mesma coisa por ela e por qualquer um”.

Por Plínio Aguiar – Porta R7
Foto Reprodução Policia Miltar

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