Parabéns Juquitiba, 53 anos de Emancipação Político-Administrativa.

Crônica em homenagem a Juquitiba – Prof. Adelson Lara
(Esta crônica,  não é uma história real é apenas uma ficção histórica, feita pelo autor em homenagem a Juquitiba. – Nota do Jornal)

A LENDA DA CRIAÇÃO DE JUQUITIBA

Conta a lenda que alguns homens conhecidos como Barnabés vieram de Curitiba e chegaram em local por Engano, depois de algum tempo morando ali resolveram subir um pouco mais acima. Esses Barnabés eram de grandes famílias como os Belchior, os Godinho, os Rosas, e depois de algum tempo nas novas terras mandaram alguns filhos para a Palestina e para a França, caminhando um pouco pelas novas terras conheceram os Quirobe, os Vitalino que sempre descansavam na Barra Mansa e os Carmo.

Do outro lado dessas terras, mas bem longe, no outro extremo mesmo, lá na nascente do Juquiá moravam umas Senhorinhas que resolveram sair de suas casas para conhecer mais pessoas e entender melhor a região, passaram por Juquiazinho de onde avistaram umas Marrecas, e a partir dali andaram bastante até chegarem numa Pedra Lisa, onde se dividiram em três grupos, umas foram para um lugar bonito onde plantaram umas Palmeiras, outras foram mais adiante e chegaram em um local que já tinha umas Palmeirinhas e as outras avistaram um Jardim das Palmeiras defronte à Pedra Lisa.

As Senhorinhas – do Juquiá – vindo pela Estrada Velha, passando pelo Monjolo encontraram-se com os Barnabés – que vinham de Curitiba, casaram-se e criaram Juquitiba, dali pra frente seus filhos foram crescendo, casando e saindo, um tinha o nome de Justino que casou-se no mesmo dia que seu amigo da família dos Camargo e com mulheres do mesmo nome: as Ritas, uma delas irmã de Eva. A festa era grande e muitos convidados vieram, alguns do Morro Grande de onde trouxeram umas mudas de Laranjeiras presenteadas pelo senhor João Leite que morava perto da Sama e no caminho ainda passaram pra comprar uns pães de uns Padeiros quando encontraram com os Soares e lhes deram uma carona, no caminho conversando sobre vários assuntos, inclusive religião, descobriram que tinham algo em comum entre as famílias – todos eram devotos de Nossa Senhora Aparecida.

Os padrinhos dos noivos eram da família dos Brancos – devotos de Nossa Senhora da Conceição, e também dos Camirangas que vieram a Meia-Légua do Quatro e Meio, saindo bem cedinho ainda na Alvorada. Pra festa do casamento veio gente de tudo que é lado, até mesmo os Belvedere funcionários da Siderúrgica, que vieram junto com os Britos, apreciando aquela natureza exuberante, rica em fauna e flora. No caminho passaram pela ponte de um Ribeirão Grande. Aliás, dizem que nesse ribeirão vinha beber água um grande e lindo Macuco que deixava todos encantados, além disso diz a lenda que ali também tinha muita Prata, que despertava o interesse em todos, mas que todo esse minério fora parar nas mãos da família Pires, a primeira a chegar ali. Da Jacuba vieram os Justos, que também tinham parentes no Shangrilá, estes encontraram seu Palomar que saíra do Vargedo encontrado em lugar chamado Cruzawa. Não podemos esquecer do Duvillio, que olhava todo o movimento banhando-se em um bela Cachoeirinha. Que maravilha aquele lugar, pois todos os que por ali passavam o consideravam como terra de muitas águas.

É assim foi nascendo Juquitiba, uma mistura de etnias, religiões e culturas muito diferentes mas que se complementam e vivem com alegria.

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