Esfaqueado em Minas, Bolsonaro é operado e tem quadro estável

Durante agenda em Juiz de Fora, presidenciável do PSL foi agredido com facada. Suspeito foi detido pela polícia

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa da Misericórdia de Juiz de Fora (MG). Ele foi submetido a uma cirurgia na unidade de saúde para controlar hemorragia: o presidenciável teve uma artéria perfurada ao ser esfaqueado na região do abdômen. O ataque ao candidato ocorreu na tarde desta quinta-feira (6/9), quando o político cumpria agenda de campanha no município mineiro.

Veja fotos abaixo: 

O presidenciável deu entrada na emergência da Santa Casa às 15h40 e chegou a levar pontos para fechar o ferimento, pois o exame preliminar apontava corte superficial. No entanto, após passar por uma ultrassonografia, foi constatado que uma artéria havia rompido, o que levou o paciente a ter uma queda brusca de pressão. Com risco de perfuração de órgãos, como fígado e pulmão, e hemorragia interna, a equipe médica decidiu operá-lo. O procedimento terminou por volta das 19h e contatou ter havido perfuração do intestino do político. Ele deixou o centro cirúrgico com uma bolsa intestinal.

A família pretende transferi-lo para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, mas ainda é avaliado se ele terá condições de deixar a Santa Casa de Juiz de Fora ainda nesta noite ou posteriormente. Uma equipe da unidade de saúde paulista já acompanha a recuperação do candidato em Minas.

O ataque
Líder das pesquisas de intenção de voto à Presidência da República, Bolsonaro cumpria agenda em Juiz de Fora quando foi atacado. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o deputado federal sendo carregado por apoiadores após ser atingido na região do abdômen. Nas imagens (assista abaixo), Bolsonaro aparece com as mãos na barriga. O fato foi confirmado pelos filhos do parlamentar nas redes sociais e também pela polícia local.

Candidato a senador pelo Rio de Janeiro e filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro comentou o episódio. “Jair sofreu um atentado agora em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. Graças a Deus, foi apenas superficial e ele passa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós”, escreveu. Mais tarde, a família soube que, na verdade, a facada havia perfurado órgãos e o candidato sofreu o rompimento de uma artéria.

No vídeo, é possível ver que o agressor é contido por populares logo depois de ele atingir o presidenciável. A Polícia Federal confirmou que deteve o homem e vai abrir inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato. Em nota, a PF informou que o parlamentar contava com a escolta de policiais federais quando foi atacado. A Polícia Militar do estado de Minas Gerais, por sua vez, relatou que o agressor Adélio Bispo de Oliveira já tinha passagem por lesão corporal.

Em suas agendas, Bolsonaro tem sido acompanhado por uma equipe da Polícia Federal. Por lei, candidatos à Presidência da República têm direito a escolta durante o período eleitoral. Em agenda no interior de São Paulo, ele chegou a utilizar colete à prova de balas. No momento do ataque, ele não estava utilizando o item de proteção.

Identificado e preso após atingir Jair Bolsonaro (PSL) com uma facada durante agenda do candidato  em Juiz de Fora (MG) nesta quinta-feira (6/9), Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos, tem passagem pela polícia. Segundo a corporação mineira, há um registro de lesão corporal na ficha de Adélio. O crime foi cometido em 2013, na cidade de Montes Claros (MG), onde ele nasceu.

“Ele tem passagem por lesão corporal e [a ocorrência]é de 2013”, afirma o major Flavio Santiago, chefe da comunicação da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. O militar enalteceu o trabalho da PMMG na cidade da Zona da Mata. “Se a polícia não interviesse a situação dele [Adélio] poderia ter ficado pior. Esse atentado foge completamente do processo de normalidade”, acrescentou.
Ainda segundo o major Santiago, dentro da viatura da PMMG, o agressor disse que atacou Bolsonaro por “motivo pessoal”. A corporação fez buscas na casa de Adélio e conversou com os familiares do agressor. Segundo a GloboNews, os parentes confirmaram que o homem tem comportamento agressivo e desconfiam que ele sofra de algum distúrbio mental; no entanto, por falta de condições financeiras, Adélio não foi submetido a exames clínicos.

Escolta
Em suas agendas, Bolsonaro tem sido acompanhado por uma equipe da Polícia Federal. Por lei, candidatos à Presidência da República têm direito a escolta durante o período eleitoral. Em agenda no interior de São Paulo, ele chegou a utilizar colete à prova de balas. No momento do ataque em Juiz de Fora, contudo, ele não estava utilizando o item de proteção. Os agentes federais que o acompanhavam foram os responsáveis pela prisão de Adélio e a PF instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do ataque.

 

Assista o momento da agressão em câmera lenta:

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